Em Estado de Azul, Lia Naya desloca a ruína do campo da falha para o da permanência.
Após o colapso das estruturas visíveis, o que sustenta não é estável nem evidente — é sensível.
O azul não opera como cor, mas como estado: uma condição de percepção em que a fragilidade, antes negada, passa a atuar como força estrutural invisível.
Não há promessa de equilíbrio pleno, apenas a constatação de que algo permanece ativo mesmo quando a forma falha.
